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Após demissão de Roberto Alvim, Bolsonaro convida Regina Duarte para secretaria de Cultura

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Após demissão de Roberto Alvim, Bolsonaro convida Regina Duarte para secretaria de Cultura

Após a polêmica exoneração de Roberto Alvim da Secretaria Especial da Cultura, o presidente Jair Bolsonaro convidou Regina Duarte para assumir a vaga .

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, a atriz Regina Duarte foi convidada para a secretaria.

O próprio presidente teria ligado para Regina Duarte e feito o convite, que terá a resposta oficial da atriz até amanhã (8).

Regina já havia sido convidada para a função no início do mandato de Bolsonaro.

Na época, ela havia recusado o convite mas afirmou ter ficado animada com a nova ligação de Bolsonaro.

Regina Duarte no lugar de Roberto Alvim

Roberto Alvim foi exonerado após a divulgação de um vídeo oficial onde ele aparece fazendo um discurso semelhante ao do ministro nazista Joseph Goebbels.

Nas falas do secretário, foram apontadas semelhanças com um discurso feito pelo ministro Alemão.

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.” (Goebbels)

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada.” (Alvim)

Além disso, a roupa, cabelo, postura e trilha sonora de Richard Wagner, compositor favorito de Hitler, chamaram atenção do público pelas semelhanças com o Nazismo.

Roberto Alvim respondeu as críticas afirmando que tudo não passou de uma “coincidência”.

“O que a esquerda está fazendo é uma falácia de associação remota: com uma coincidência retórica em UMA frase sobre nacionalismo em arte, estão tentando desacreditar todo o PRÊMIO NACIONAL DAS ARTES, que vai redefinir a Cultura brasileira… É típico dessa corja. Repito: foi apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica. Eu não citei ninguém e o trecho fala de uma arte heroica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro. Não há nada de errado com a frase”, se defendeu.

Ainda assim, com a pressão popular, Bolsonaro demitiu Alvim do cargo no governo.

“Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do Governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência”, disse, em nota, o presidente.

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