Bisavó é presa após enterrar criança recém-nascida viva

Foi presa na última quarta-feira (6) a bisavó acusada de enterrar a própria bisneta viva na cidade de Canarana, no Mato Grosso. De acordo com o G1, a bebê ficou enterrada por sete horas em uma cova de 50 centímetros de profundidade. Kutz Amin, de 57 anos, disse que a bisneta não chorou após o parto e pensou que a recém-nascida estivesse morta.

A bisavó, que pertence a comunidade indígena, seguiu os costumes locais ao enterrar o corpo no quintal. No entanto, foi através de uma denúncia que as autoridades foram comunicadas e entraram em ação para encontrar a criança.

“Foi um milagre para todos nós policiais que estávamos lá. Todos ficaram estarrecidos na hora. Nós acreditávamos que a criança estava morta, até pelo tempo que havia se passado. Começamos a cavar onde a bisavó apontou e, para nossa surpresa, ouvimos o choro da criança e continuamos a cavar mais rápido para retirar a criança e levá-la diretamente ao hospital”, explicou o major João Paulo Bezerra, que participou do resgate.

Cultura indígena não permite mães solteiras

Segundo representantes da ONG ATINI, a mãe da criança é de uma etnia do Parque Nacional do Xingu, onde a cultura não permite mães solteiras. A mãe da criança enterrada viva têm 15 anos e teria tido o bebê no banheiro de casa. A jovem está com a saúde debilitada e com hemorragia devido a forma como o parto foi conduzido. A bisavó foi autuada por tentativa de homicídio.

A criança foi levada para o Hospital Regional de Água Boa com vida e está internada recebendo os devidos cuidados. O caso segue sendo acompanhado pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

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