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Da prisão, Sérgio Cabral escreve carta com conselhos para Jair Bolsonaro

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é um dos novos escritores de artigos do jornal O Dia. Preso em Bangu 8, ele estreou a nova função publicando uma “carta aberta” aconselhando o presidente Jair Bolsonaro.

“O Brasil passou dez anos refém da pior lei da história da indústria nacional: a Lei do Pré-Sal. Um discurso falsamente patriótico (“O Petróleo É Nosso/O Pré-Sal É Nosso”) e falacioso, que prometia salvar a educação mas, de fato, apenas engessou o setor de Óleo e Gás”, iniciou o artigo.

“A população do Rio fez dois grandes protestos contra essa lei absurda e inconstitucional. Todos sabem que o Rio de Janeiro representa mais de 80% da produção de petróleo do Brasil, e seria o Estado que mais sofreria caso a lei fosse aprovada, junto com o Espírito Santo”, lembrou o político, que é acusado de chefiar uma quadrilha especializada em desviar dinheiro de contratos públicos do estado.

Cabral apontou o que pode acontecer no futuro: “Também nesse período avançaram tecnologias para o carro elétrico. Veja bem: 50% do valor do barril de petróleo é automóvel. O mundo desenvolvido já estabeleceu data para o fim da produção do carro de combustão fóssil. Os países desenvolvidos estão cada vez mais comprometidos em expandir a energia limpa”.

Para finalizar, o político manda um conselho para o que ele acredita ser o melhor para o Brasil: “Em busca do tempo perdido, presidente, venda a Petrobras. Os bilhões de barris do Pré-Sal só serão usufruídos pelo povo brasileiro se forem explorados, no máximo, nos próximos dez anos.
Há profissionais maravilhosos na Petrobras, de gabarito internacional. Todos serão absorvidos pelas empresas privadas. Assim como foram os do setor de telecomunicações com a abertura do mercado. Atenciosamente, Sérgio Cabral”.

Confira o artigo na íntegra:

Carta ao presidente Jair Bolsonaro. O Brasil passou dez anos refém da pior lei da história da indústria nacional: a Lei do Pré-Sal. Um discurso falsamente patriótico (“O Petróleo É Nosso / O Pré-Sal É Nosso) e falacioso, que prometia salvar a educação mas, de fato, apenas engessou o setor de Óleo e Gás. Naquele ambiente, foi aprovada uma lei que usou o estado do Rio de Janeiro como “boi de piranha”, em nome de uma “nova distribuição da riqueza” do Pré-Sal. Tudo para distrair o povo enquanto se aprovava uma lei na contramão do mundo moderno. A população do Rio fez dois grandes protestos contra essa Lei absurda e inconstitucional. Todos sabem que o Rio de Janeiro representa mais de 80% da produção de petróleo do Brasil, e seria o Estado que mais sofreria caso a lei fosse aprovada, junto com o Espírito Santo. O fato é que, nesses anos que se passaram, houve apenas o leilão do Campo de Libra. Apenas um consórcio, com um lance solitário, cujo valor foi menor que o pago pela concessão do Galeão! Também nesse período avançaram tecnologias para o carro elétrico. Veja bem: 50% do valor do barril de petróleo é automóvel. O mundo desenvolvido já estabeleceu data para o fim da produção do carro de combustão fóssil. Os países desenvolvidos estão cada vez mais comprometidos em expandir a energia limpa. Em busca do tempo perdido, presidente, venda a Petrobras. Os bilhões de barris do Pré-Sal só serão usufruídos pelo povo brasileiro se forem explorados, no máximo, nos próximos dez anos. Há profissionais maravilhosos na Petrobras, de gabarito internacional. Todos serão absorvidos pelas empresas privadas. Assim como foram os do setor de telecomunicações com a abertura do mercado. Atenciosamente, Sérgio Cabral.

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