Educação pública de qualidade custaria até 5 vezes mais ao governo

De acordo com um estudo feito pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação lançado na última terça-feira (05), o Brasil deveria investir cerca de cinco vezes mais do que gasta hoje em dia para obter uma educação pública da creche ao ensino médio de qualidade.

O cálculo do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) levou em conta os custos necessários para a formação e valorização dos professores. Além disso, também foram levados em conta as despesas com luz, telefone, água e materiais em gerais, como equipamentos para esportes, música, livros, utensílios para a cozinha das escolas, entre outros.

Investimentos do governo deveriam aumentar (e muito)!

Para termos uma ideia, cerca de R$ 3.921,67 anuais são pagos por aluno por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais (Fundeb) para garantir o bom funcionamento de creches em período integral quando na verdade seriam necessários R$ 21.280,12 para isso. Fora o transporte escolar, manutenção e desenvolvimento do ensino que faria a conta chegar a R$ 23.579,62 anuais.

Já para o ensino fundamental o valor deveria dobrar nas cidades e quase triplicar nas zonas rurais. No ensino médio, o atual valor investido deveria aumentar pelo menos 50%. A educação especial inclusiva passaria dos atuais R$ 7.240,02 pagos pelo Fundeb para R$ 19.167,47 anuais por estudante e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ensino fundamental, de R$ 2.413,34 para R$ 8.366,17.

“É importante termos um CAQi porque ele é um mecanismo de justiça federativa nacional. Ele coloca uma linha abaixo da qual não há qualidade na educação. Esse dispositivo é essencial em uma federação, especialmente em um país tão extenso e com tamanhas desigualdades regionais”, diz a coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda.

Deixe uma resposta