Mutação do coronavírus é descoberta e assusta: “70% mais contagiosa”

Uma nova mutação do coronavírus foi detectado no Reino Unido e pode ser até 70% mais transmissível.

Segundo análise preliminar revelada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johson, não há evidências de que a nova mutação provoque casos mais graves.

No entanto, como a descoberta é recente, Johson afirmou que as medidas de restrições de circulação não serão mais aliviadas para tentar frear a disseminação do vírus.

“Dadas as primeiras evidências que temos sobre esta nova variante do vírus, e o risco potencial que ela representa, é com o coração muito apertado que devo dizer que não podemos continuar com o Natal como planejado”, disse.

Nova mutação do coronavírus

O líder médico da Inglaterra, Chris Whitty, afirmou que “como resultado da rápida disseminação da nova variante, dados de modelagem preliminares e taxas de incidência em rápido aumento no sudeste”, o país “agora considera que a nova cepa pode se espalhar mais rapidamente”.

“Deixar de agir com decisão agora significará mais sofrimento. Devemos continuar nos perguntando ‘estamos fazendo o suficiente, estamos agindo com rapidez suficiente?'”, disse Jeremy Farrar, membro do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências do governo (SAGE).

OMS monitora mutações

A Organização Mundial da Saúde está acompanhando as mutações do coronavírus para saber se o vírus está se tornando mais perigoso.

Até então, nada indicava que o vírus sofreu mudanças significativas ao ponto de se tornar mais forte.

“Temos ciência dessa variante de Covid-19 na Inglaterra. Esses tipos de mutações são comuns”, afirmou Mike Ryan, diretor de emergências da OMS.

“Essa variação já está sendo monitorada. Pesquisadores já estão fazendo o sequenciamento genético e não há nenhuma evidência de que esta variante se comporte diferente”, afirmou Maria van Kerkhove, líder técnica da OMS.