STF barra voto impresso nas eleições 2018

O retorno do voto impresso nas eleições desse ano foi barrado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal numa votação feita na última quarta-feira (6). No entanto, as urnas eletrônicas não seriam descartadas uma vez que o retorno das cédulas de papel serviria como registro físico dos votos.

Segundo o artigo 59-A da Lei 9.504/1997, o papel seria depositado em um local lacrado, de forma automática e sem nenhum contato manual do eleitor. Ainda assim, a Procuradoria-Geral da República afirmou que o novo processo de votação seria um retrocesso eleitoral no país e aumentaria as chances de fraudes.

“Esta lei desrespeita o sigilo de voto ao determinar a sua impressão. A norma não explicita quais dados estarão contidos na versão impressa do voto, o que abre demasiadas perspectivas de risco quanto à identificação pessoal do eleitor, com prejuízo à inviolabilidade do voto secreto”, afirmou a procuradora-geral, Raquel Dodge.

“Voto impresso pode aumentar fraudes”

Raquel também declarou que pode haver intervenções humanas no processo do voto impresso caso haja travamento do papel na urna, expondo os votos registrados anteriormente. Dodge também comentou que deficientes visuais e analfabetos precisariam de ajuda de outra pessoa para a votação, acabando dessa forma com o sigilo eleitoral.

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